Páginas

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Se eu colocar no papel...

Se eu colocar no papel, sai de dentro de mim? Vai embora? Some para sempre?
Se eu colocar no papel se torna real ou se mostra ridículo?
Se eu colocar no papel posso fingir ser a autora de uma personagem doente, que se sente insegura, mesmo quando todas as cordas seguem firmes a sustentá-la, ou me revelo a própria personagem assustada, guiada por mãos invisíveis a empurrá-la para os caminhos mais escuros?
Se eu colocar no papel, posso apagar quando me convir ou terei para sempre o registro da minha fraqueza?
Se eu colocar no papel, posso escrever uma versão diferente? Um novo final? Um novo começo?
Se eu colocar no papel, as respostas virão em vez de tantas perguntas?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Voltei!

Como se começa uma postagem depois de tanto tempo sem escrever nada? Finjo que nada aconteceu? Justifico a ausência? Invento uma abdução, uma amnésia?

Acho que eu vou na primeira opção, simples e direta: estou de volta, fim da história.

***

Entrei pr'um clube do livro. Não é fantástico? Acho tão coisa de filme americano... Eu sempre quis fazer parte de um grupo desse tipo. Debater livros, que coisa tão nerd-legal!

Não sei como é que anda a atualização de posts desse blog, se alguém ainda recebe os e-mails, se alguém ainda lê... mas se alguém estiver aí e tiver interesse, a ideia da brincadeira foi da Elise Machado, dona do Salada Mista. Quem quiser, acho que ainda dá tempo de participar da primeira edição.

O primeiro livro (Ratos, de Gordon Reece) eu li rapidinho, num fim de semana. Depois do primeiro debate, talvez eu volte aqui para fazer minha própria resenha, toda trabalhada na pose de pimba-crítica literária.

Para ir pegando o ritmo (de ler com frequência e de fazer pose de pimba-crítica literária), vou já começar a falar de outro livro que eu comecei semana passada: Morte Súbita, de J. K. Rowling. Eu já vinha paquerando esse livro há tempos (só porque é dela, claro), mas estava achando caro (muita preguiça de quem diz que não economiza em livros, que é investimento, alimento pra alma, você não gasta em maquiagem? porque vai economizar num livrzzzzz... dormi). Mas aí semana passada, passei por acaso numa feirinha de livros que acontece de vez em quando no calçadão de Campo Grande e, tcharã!, 20 reais! Tive que comprar, mas deveria ter guardado para gastar... sei lá, numa sombra. Estou me sentindo enganada! Ninguém escreve Harry Potter e depois gasta 500 páginas sendo tão enfadonho!

Tudo bem, ainda não cheguei nem na metade, mas até agora ela já apresentou uns 20 personagens, colocou uns palavrões bem forçados na boca de alguns deles pra mostrar como ela agora escreve para adultos, descreveu bem mais ou menos as ruas de uma cidade imaginária bem sem graça e... só. Uma pessoa morreu na 2ª página e isso foi o mais emocionante até agora. Só que não foi emocionante.

Agora eu vou até o fim, mas gente... não.

***

Para encerrar, uma pesquisa de opinião.

Esse:


Ou esse?


sexta-feira, 3 de junho de 2011

26 mas com carinha de 25

Se tem uma coisa que me deixa mesmo feliz é fazer aniversário. Eu a-do-ro fazer aniversário! Tanto que nem ligo de ficar mais velha e reparar que de ontem pra hoje apareceu uma ruga de expressão no meu rosto e por isso eu nunca mais vou soltar beijos no ar porque eu não quero ter que tomar injeções de colágeno antes dos 30.

O que eu gosto mesmo é do ritual, da passagem de um ciclo para outro e de fazer esse exercício mental de ignorar os outros 364 dias do ano e imaginar que todos os trintaeuns de maio da minha vida aconteceram um atrás do outro... Imagina só: num dia você é estudante, mora com sua irmã em uma determinada cidade, seus pais vem lhe visitar a cada 15 dias, seu namorado está trabalhando lá longe, toda semana uma faxineira vem limpar a sua casa e para comemorar os 25 anos você resolve fazer uma graça com a suposta idade avançada e, em vez de barzinho ou coisa mais jovem, você vai para uma casa de chá.

Você dorme e quando acorda agora você é uma mulher casada que arruma a própria casa e recebe o marido quase sempre com o jantar já pronto, deixou de preencher "estudante" no campo profissão de formulários diversos e agora é arquiteta, mora há 1.923km do lugar onde morava antes e para comemorar os 26 anos você resolve fazer um jantar em casa mesmo, com seu marido e seus pais, em sua primeira vez como hóspedes na sua casa.

Não é estranho isso? Um dia desses você jogava Imagem&Ação e agora você tem hóspedes, que por acaso são seus pais.

Cara, quando *seus pais* viram seus hóspedes é porque o ciclo mudou MESMO.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Senta que lá vem história...


Coisa mais divertida aqui no Rio é parar perto de estranhos. Sério, não há uma fila, um passeio, um almoço em praça de alimentação, uma viagem de trem ou uma ida à delegacia resolver carro roubado que não renda uma longa e unilateral conversa.

Eu não sei se é essa minha cara de pessoa legal e confiável ou se todo mundo aqui é assim, só sei que não importa aonde eu vá, sempre vai ter alguém pra sentar perto de mim e me contar a história da sua vida sem pressa.

Eu, que sou mais de ouvir que de falar, capricho nos meus "uhum", "claro", "sei", "nossa, é mesmo?" e pronto, a conversa rende que é uma beleza, toda trabalhada no monologuismo. Se marido estiver por perto fica mais interessante porque basta eu me distrair um segundo que, quando volto, já estão amigos de infância, discutindo política e profissões.

No começo eu achava bem esquisito, porque não é do meu feitio dar detalhes de minha vida pra estranhos, mas o Rio faz a fama do Brasil ter um povo hospitaleiro e simpático e mesmo nunca tendo levado adiante essas amizades instantâneas e temporárias, hoje eu acho até graça dessa "falta de limites". Entre isso e uma cara fechada de mau-humor, prefiro as confissões.


p.s.: imagem achada no Google, gentchi.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Puxando ferro


Hoje faz uma semana que entrei na academia nova. Quer dizer, nova pra mim, que antes estava frequentando a academia PARA mulheres. Sim, agora eu frequento as duas. Valeska Popozuda, se cuida que eu tô chegando!


Mas então... depois de tanto tempo indo só praquelas aulinhas de 30 minutos, numa sala sem espelhos cheia de mulheres e com aparelhos dispostos em forma de um grande círculo, o que dá a chance de todo mundo interagir enquanto tonifica os glúteos, eu tinha esquecido como é o clima numa academia "normal". Primeiro que ninguém conversa sobre qualquer coisa que não seja relacionada à malhação. Ninguém fala de festas ou de filmes, de relacionamentos, de escola... Não, pode reparar, as conversas só giram em torno de "cara, eu comia muito catchup antes, mas aí vi que tem muito sódio e parei. Sódio incha, né?" e "Putz, gripei semana passada e perdi o condicionamento... agora em vez de 200 eu só consigo puxar 199 kg". E os espelhos? É muito narciso num lugar só, gente! Nessa que eu tô frequentando tem um dojo bem no meio do salão que ocupa metade do espaço da academia e tem sempre uma turma treinando judô lá. Eles gritam, se jogam no chão, dão rasteiras um no outro e batem as mãos no tatame com estardalhaço, mas você pensa que tem alguém assistindo isso? Não, todos estão hipnotizados com os próprios bíceps inchados refletidos no espelho mais próximo.


Falando em tipos de academia, tem as marias-supinos, claro. Ela é bonitinha e sabe que os homens olham pra ela, usa short bem curto e faz questão de falar com todos os marombados que chegam. Trata todos com apelidos carinhosos e responde com voz de bebê magoado quando um deles pergunta se ela malha também ou se só faz falar. Nessa hora ela faz meia série de 2 e diz que já está tarde e vai pra casa.


Tem também aquele tipo carente, que vai pra academia fazer amizade. É meio coroa já, faz coordenações duvidosas com as roupas e tenta puxar assunto enquanto você finge que empurrar barrinhas de ferro com as pernas é normal. Você perde a conta e acaba fazendo mais do que aguenta, suas pernas tremem, você olha pra ela com cara de bufa e o que ela faz? Comenta que "você é séria, né? É tímida?". Ela também aproveita pra compartilhar a teoria de que o teu marido está frequentando a academia pra te vigiar. Com muita simpatia (not) você diz que não é isso. Ela conclui, então, que quem está vigiando é você. Pessoas paranóicas - trabalhamos.


E por fim, mas não menos importantes, tem os deslocados. Aqueles que só queriam emagrecer um pouquinho e de bônus chegar menos entrevados aos trinta sessenta, mas que sofrem puxando metade do peso indicado na fichinha e tentando adivinhar o que exatamente é um leg press horizontal e uma rosca bíceps no cross, uma vez que o instrutor decidiu que uma semana é o bastante pra aprender a chamar os aparelhos até pelo apelido e olha torto quando é perguntado pela enésima vez "o que é mesmo um voador frontal?".


Agora adivinha de que grupo em faço parte.



P.s.: fonte da imagem desconhecida, quem souber favor avisar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Becky Bloom strikes again

Moda é um negócio bizarro mesmo. Há uns dez anos, mais ou menos, tinha essa moda de saia plissada na altura do joelho, que a Capricho (sim, eu lia, beijos) chamava carinhosamente de "de vó" (hoje se chama midi) e que eu achava o máximo mas nunca tive porque 1) era "de vó" e eu só tinha 15 anos e na "minha época" as meninas ainda aparentavam a idade que tinham e se vestiam de acordo, 2) todo mundo achava feia, 3) não existiam milhares de blogs de moda e as lojas da minha cidade não eram tão antenadas como hoje, então eu nunca vi em lugar nenhum pra vender, 4) eu era ultra tímida e mesmo que encontrasse, nunca usaria por vergonha de me acharem "diferentinha".


Um dia teve um evento na escola e essa coleguinha minha que era meio outsider apareceu vestindo uma preta, bem linda, que não era da vó mas de uma tia dela e as outras coleguinhas gongaram mas eu achei charmosíssima e guardei a referência para que, num futuro talvez não tão próximo, quando eu fosse menos tabarôa e a moda voltasse, eu pudesse usar.


Aí a moda aconteceu como costuma acontecer e, depois de uma fase usando saias de cintura alta e/ou marcada porque não se encontravam outros modelos, e sendo constantemente alvo de piadas do marido por causa disso (que não poupou nem a minha irmã e perguntou se ela não ia abaixar um pouco a saia porque segundo ele esse modelo de cintura alta é horroroso e deixa a gente "assim" *encolhe os ombros e esconde o pescoço*), eu passei na Renner e vi a minha saia dos sonhos.


Eu já estava na fila do caixa, com uma outra saia nas mãos. Impaciente com a demora, bufei e passei os olhos pelas araras mais próximas. Sabe quando você vira a cabeça rápido, acha que viu algo interessante e volta pra ver direito? Foi assim. Só tinha ela, numa arara que provavelmente nem era a sua original, como que deixada ali por alguém que desistiu de levar. Fiquei paquerando de longe, mas na dúvida se pegava pra ver ou não. Preguiça de sair da fila, ir no provador, enfrentar a fila toda de novo... Marido insistiu: "é de cintura baixa?" "É." "Pega lá, mede com essa que você já está na mão e se for do mesmo tamanho leva". Prático e objetivo, né? Ele quer mesmo que eu deixe de usar as de cintura alta...



Peguei, medi, levei. Não resisti, fui no banheiro provar, gostei e já saí usando, toda boba de tê-la achado depois de tantos anos... Fiquei me olhando em todas as colunas espelhadas que tem pelo shopping, achando incrível que justamente naquele dia eu vestia a blusa e a bota que eu tenho que mais combinariam com ela.

Matuta, eu?


A dita cuja:

Favor ignorar a blusa de oncinha atrás dela. Essa foto não é minha, é do Google mas não sei de quem é o crédito. E na vida real ela tem um tom mais esverdeado.

O look completo:

Na montagem a cor está diferente porque não achei igual e é claro que a minha bolsa não é Chanel. Sim, estava fazendo friozinho e qualquer brisa pra mim já é desculpa pra usar bota. Mesmo no Rio de Janeiro. Mesmo que ainda não seja inverno. Ah, me deixa.

segunda-feira, 21 de março de 2011

q/

Eu não sei se sou eu que não assisto mais muita televisão e quando assisto escolho quase sempre os mesmos canais e, por conseguinte, as mesmas propagandas, mas... o que é que está acontecendo com esse setor, gente do céu? Aqui eu só vejo propaganda de desinfetante e pasta-de-dente. Quando não tem alguém invadindo um provador feminino para olhar os dentes da mocinha tem uma equipe técnica completa invadindo o banheiro da dona de casa, ainda que os filhos dela tenham acabado de usá-lo.

Não sei aí na sua casa, cada um é cada um, mas se batem aqui na porta uma pessoa de microfone em punho e um camera man querendo saber o que eu uso para limpar o vaso sanitário e pedindo para ver, a última preocupação que eu vou ter é se alguém acabou de fazer "xixi! xixi!". E eu também não daria trela para um cara de jaleco no meio da rua que pede para ver meus dentes, não, senhor!

E a Neura, gentém? Apesar da gastura que me dá a pessoa em casa lavando banheiro de tênis e calça jeans, eu adoro o jeito que ela pergunta "Pra quê, Neu-rá?!". Eu tô tentando há semanas encaixar essa pergunta em uma conversa, mas não consigo. Não sei porque... essas propagandas são tão realistas. Retratam tão bem o nosso dia-a-dia, né?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Em casa com Piaf

Eu finalmente aprendi a ligar meu notebook no home theater e agora já posso ouvir minhas músicas bem alto, sem a chiadeira das minhas caixas estouradas. Pra ver se eu tinha mesmo aprendido, ontem eu liguei sozinha, sem a supervisão de um adulto e passei a tarde toda irritando os vizinhos ouvindo Piaf na maior das alturas. A voz dela é forte, ela canta com emoção, a música enche a casa... coisa linda mesmo. Agora imagina ouvir essas músicas nessa casa:





















Faz toda a diferença, não faz? A casa, também chamada Les Parrets, está localizada na Riviera Francesa e já teve como proprietária a supracitada dona da voz de pardal. Eu moraria aí fácil, mesmo com essas vigas de tronco e esse hipopótamo na piscina, então se você tem um pouquinho mais de oito milhões de euros sobrando e não sabe onde gastar, está dada a dica.

Fontes: Petiscos ; The Telegraph

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cantando pra dentro

Tem gente que é mais olfato e associa certos cheiros a determinadas situações ou pessoas. Eu não, eu sou da audição. Felizmente e infelizmente, eu tenho uma memória muito boa e basta uma palavra para eu ser imediatamente atacada por lembranças - às vezes boas, às vezes ruins - relacionadas a ela.

Com uma música apenas, eu posso reviver com precisão algum momento passado e com os sons vem a roupa que eu usava no dia, as conversas que eu tive, as pessoas que eu encontrei, os lugares aonde eu fui... às vezes acontece de algum som remeter até a algum pensamento que eu tive e aí eu consigo lembrar, sem esforço, que naquele dia no ônibus, a caminho da casa de uma amiga, escutando REM no mp3, eu fazia uma retrospectiva de toda a ansiedade, nervosismo e inquietação pelos quais eu estava passando até então e que aumentavam à medida que o quadro pintado há anos começava a se tornar mais nítido: passagens compradas, convites enviados, vestido e anel de pedra azul sendo retirados quase todos os dias das suas embalagens para serem olhados só mais uma vez...

Outro dia, já faz um tempo, eu acordei ouvindo uma música que nem faz o meu estilo e junto com ela, vinha um burburinho de gente que passava e um silêncio de rua sem carro. Antes de abrir os olhos, eu me vi de novo acordando na minha cama branco gelo pintada por mim, embaixo das prateleiras azuis e olhando para a janela enquanto refletia se valia a pena gritar para o vizinho abaixar o som do carro. Nunca gritei e ele nunca abaixou, ainda bem. Às vezes o dia aqui acorda igual a como costumava acordar lá e eu fico assim, inundada de lembranças.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Oscar e afins

E o Oscar, hein? Faz séculos que eu não assisto a Cerimônia nem fico torcendo pra nenhum filme ou ator em especial. Na verdade, faz tempo que eu nem sei quem é que está concorrendo e só fico sabendo mesmo é dos looks do red carpet no day-after. Eu sei, eu sei, os valores estão distorcidos... Por isso esse ano vai ser diferente. Não só já assisti quatro (uhu! *só* faltam seis!) dos principais candidatos ao Oscar de melhor filme, como vou até participar de bolão, vê só! Ainda não me inscrevi porque pretendo ver pelo menos mais uns três candidatos antes de tomar decisões.

Até agora, dos que eu já assisti - A Rede Social, A Origem, Cisne Negro e Bravura Indômita - Cisne Negro e A Origem são meus preferidos. Bravura Indômita eu até gostei, mas não achei merecedor de Oscar de Melhor Filme, e A Rede Social por enquanto é onde eu estou apostando as minhas fichas mais pelo que ele representa que pela qualidade do filme em si, apesar de ter gostado bastante. Então, no momento, essas são as minhas impressões sobre o favoritos de 2011 (pelo menos os favoritos que eu já vi):

A Rede Social (The Social Network, 2010) - Como eu falei ali em cima, por enquanto meu voto de melhor filme vai para A Rede Social só porque é muito improvável que a academia ignore o registro cinematográfico do maior acontecimento tecnológico da década (passada). Tudo bem que ele nem é assim tão fiel à realidade (Orkut mandou depôs não-aceitáveis dizendo como ficou triste de não ter sido citado), tem várias cenas romantizadas pra ficar mais bonitinho na tela, mas ainda assim é a história do Facebook, o que inclusive poderia ter feito dele o filme mais chato do ano, porque, né? É *o* Facebook, não há muito que se falar sobre isso - todo mundo sabe o que é, até mesmo quem nem tem perfil cadastrado nele (\o/), mas com a direção do David Fincher (Seven, Clube da Luta) e a ótima atuação de todo o elenco (inclusive do Armie Hammer, que me fez acreditar o filme inteiro que ele na verdade eram eles), um argumento aparentemente tão boring se torna cativante e você não quer nem piscar para não arriscar perder um segundo sequer dos ótimos diálogos.

A Origem (Inception, 2010) - Eu não tenho muito o que falar sobre A Origem, exceto que eu amei esse filme! Saí da sessão querendo ser arquiteta de sonho inventado quando crescer. A história é super confusa: um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho (...) dentro de um sonho e no final todo mundo acorda e ninguém sabe se foi só sonho mesmo ou coisa da cabeça dos personagens. Quer dizer, se foi sonho mesmo ou se foi de verdade. Ou se eles acordaram mesmo. Ou se eles sequer chegaram a dormir. Enfim, assista que vale a pena. E ainda bem que Leonardo diCaprio cresceu e virou esse ator respeitado de Hollywood e que só faz filmes bons, caso contrário eu teria vergonha de admitir que já tive pastinha e tudo com dezenas de fotos dele.


Cisne Negro (Black Swan, 2010) - Esse segue a linha de A Origem e deixa a gente sem saber direito o que aconteceu e o que era só imaginação, mas é muito mais perturbador. Natalie Portman vai ganhar de melhor atriz, com certeza. Ela é minha única aposta certa nesse Oscar como Nina, a bailarina mimada, perfeccionista e superprotegida pela mãe que surta quando é escolhida para substituir Beth (Winona Ryder), sua ídola, que está se aposentando por livre e espontânea pressão da idade. Eu vi gente reclamando das cenas em que ela se transforma/se vê como cisne, mas pra mim foram as melhores, principalmente a que acontece quando ela está dançando. Belíssima.


Bravura Indômita (True Grit, 2010) - Esse eu fui ver sabendo que era western e que tinha o Jeff Bridges (Tron), só isso, nem uma dica do roteiro. Nem que tinha o Matt Damon eu sabia e quase continuei sem saber até a hora em que ele falou e eu reconheci a voz por baixo daquelas costeletas gigantes. Até chegar nos minutos finais eu estava gostando da história da menina que contrata um federal e um patrulheiro para matar Josh Brolim e vingar a morte do pai, mas aí me decepcionei com o final e agora não sei mais se gostei do filme ou não. Outra coisa que me desagradou foi a atriz que faz a Mattie (Hailee Steinfeld) não levar os créditos que merece pela ótima atuação - nem no cartaz o nome dela aparece!


Eu espero conseguir ver outros candidatos até o dia 27 para poder fazer minhas apostas com mais segurança. E vocês aí, tem algum favorito?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

21 dias

Eu queria ser uma pessoa mais prendada, do tipo que pega papel e tesoura e transforma, sei lá, nisso aqui. Ou papel e lápis de cor e faz isso. Mas eu não sou... E como não sou, eu resolvi que vou ser. Do tipo que pega papel e lápis de cor, porque se eu tento fazer essa arte dos livros, vai embora o livro e a paciência (imagina quantas eras deve levar para terminar de picotar tudo?) e de arte não sobra nada. Então, decidi que a partir de hoje serei uma pessoa prendada que faz quadrinhos com ilustrações próprias. É.


Já tem algumas semanas que eu comprei um caderno de desenho, tinta guache e desci da última prateleira meus materiais de desenho, com a intenção de voltar a desenhar, coisa que eu não faço há... muito tempo, perdi a conta dos anos. Quando eu era mais nova, minha irmã costumava ser minha modelo: eu a obrigava a ficar parada até que eu terminasse de fazer o retrato dela. Eu sabia que deveria ter guardado... teria ganho um dinheirão se usasse como portifólio para tentar vaga de executora de retrato falado.


Mas então, como eu ia dizendo, uma vez por semana eu vou postar aqui uma ilustração dessas. Vai que alguém se liga, né? A ideia é que me obrigando a postar aqui as ilustrações eu vou caprichar mais e, portanto, exercitar a paciência. Ninguém vai acreditar que eu vou levar a sério, até porque tem 2 semanas que eu não mantenho as postagens diárias prometidas, mas essa semana eu li esse textinho e me animei para fazer essa resolução de começo de ano um pouco atrasada: em 21 dias eu terei, pelo menos, dado os primeiros passos em direção a várias coisas que eu tenho planejado fazer há um bom tempo, mas fico sempre adiando.


O blog está entre essas coisas, então a programação permanece e mais tarde tem post de culinária. Guenta aí que eu estou de volta.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Hoje, só amanhã

Acho que vou ter que reformular aquela programação do blog... como deu para perceber, o post de ontem, que deveria ser o dia do post sobre casamento etc, não rolou. Acontece que eu estou desde quinta pensando sobre o que falar sobre isso e simplesmente não tive nenhuma ideia, nenhum insight, nadinha. Não é que eu esteja sem inspiração para desenvolver um texto sobre isso, é que, pelo menos para mim, não há realmente muita coisa a se dizer sobre a "vida de casada".

Não sei se é só comigo, mas minha vida mudou mais pela mudança de cidade do que pelo casamento em si. Quando eu casei - e me mudei - eu já morava sem meus pais há mais de oito anos, já namorava com quem hoje é meu marido há mais de cinco, já havia passado vários períodos de tempo aqui no Rio com ele e já tinha resolvido vários assuntos domésticos antes, então não é como se a vida fosse *realmente* mudar depois do casamento.

Tirando os detalhes da celebração do casamento, a cerimônia, a festa, o vestido, a decoração e afins, não houve grandes reviravoltas. Isso de que depois da festa o casamento é só lua de mel, com café da manhã na cama e passeios de mãos dadas na beira da praia todos os dias não existe. E a não ser que sua vida seja um filme de terror cabuloso e seu marido/a seja um serial killer que se disfarçou lindamente pelos longos anos de namoro, ela continua bem parecida com que era antes, só que agora com você morando com ele.

Então é isso. Como eu não quero tornar isso aqui numa coluna de auto-ajuda que ensina a ser tolerante com os sapatos espalhados pela casa (no meu caso em particular Juscelino é quem teria que ensinar isso =X) e a viver em paz com seu cônjuge (oi?), o último post da semana agora vai ser o post do tema livre, aquele em que eu poderei enrolar por várias linhas, falando um monte e não dizendo nada. Como esse, por exemplo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Zumbilândia

Terça-feira passada eu fui dormir muito triste. Deu dez horas da noite, eu liguei a TV e comecei a reclamar feito criança birrenta "merda, merda, merda.. não acredito que perdi! que droga. tsc. por que eu fiquei fazendo projeto se eu poderia ter ligado a TV? Por que? Por que? Por que???" e fiquei assim o resto da noite... o motivo? Eu tinha perdido um dos meus filmes preferidos, que tinha acabado de acabar:



Filme de zumbi já é algo que me encanta sem precisar se esforçar, mas se tiver o Jesse Eisenberg (A Rede Social), o Woody Harrelson (2012) e mais uma pontinha do Bill Murray (Os Caça-Fantasmas), pronto, vira favorito na hora.

O melhor de Zumbilândia é que ele é um filme de comédia que finge ser sério, o que o torna ainda mais legal. O responsável por isso é o Einsenberg, aquele lá que fez o fundador do Facebook e por isso nunca mais vai ser lembrado por esse último. Um pena, já que ele é bem melhor que outro. Sabe aquelas pessoas que contam uma piada sem rir, o que dá mais graça à piada? Então. Está lá a cena do prêmio de melhor morte de zumbis, uma velhinha esmagando um com um piano e a narração dele em off "poor flat bastard", sem um pingo de humor. E as dicas para sobreviver a uma epidemia de zumbis? Não tem como não gostar!

Eu sei que sou julgada por esse meu gosto estranho peculiar, mas o que posso fazer se filmes como Zumbilândia e Serpentes à bordo (outro favorito) me divertem? Ah, vai... todo mundo tem um guilty pleasure. O meu são os filmes B, de preferência com zumbis! Confessa aí o seu.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

De chocolate bate o meu coração


Eu acho de extrema importância saber fazer meu próprio bolo de chocolate, afinal a gente nunca sabe quando vai precisar de um (porque bolo de chocolate é assim: tem dia que a gente simplesmente precisa) e nessas horas a padaria sempre resolve que não é dia de servir bolo de chocolate. Se ele for prático como esse que eu descobri, então... melhor ainda. Receita tirada daqui.


Ingredientes:


- 1 xícara de leite morno
- 3 ovos
- 4 colheres de sopa de margarina derretida
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 1/2 xícara de chocolate em pó
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher de sopa de fermento em pó


Modo de preparo:


É só colocar os ingredientes, com excessão do fermento, no liquidificador e bater. Depois misturar o fermento sem fazer movimentos bruscos, colocar numa forma untada, adicionar a cobertura, levar ao forno médio pré-aquecido por 40 minutos e voilà! Está pronto.

A cobertura é quase tão fácil quanto o bolo: é um brigadeiro. Basta misturar uma lata de leite condensado, 4 colheres de Nescau e uma de sopa bem cheia de margarina e mexer em fogo baixo até ele começar a desgrudar do fundo. Para saber se está desgrudando, incline levemente a panela, com muito cuidado para não derramar que é pecado desperdiçar leite condensado. Depois é só colocar sobre a massa do bolo ainda crua. Ela vai descer e sumir, mas não entre em pânico, é assim mesmo. Quando desenformar, ela vai estar lá no topo. Ou não, como foi o meu caso, como vou mostrar mais adiante.


Resultado:


Primeiro, deixa eu dizer o que eu fiz de diferente da receita. Sim, por que yo soy rebelde e não untei a forma (eu tenho uma antiaderente e achei que seria uma ofensa a ela) nem chequei se tinha todos os ingredientes antes de começar o preparo, de modos que a cobertura ficou toda grudada no fundo da forma e tive que raspar para poder colocar no bolo. Além disso, usei meia xícara de chocolate em pó, meia xícara do achocolatado meio vagabundo do Carrefour e meia xícara de Nescau para fechar a medida certa, e também fiz o brigadeiro sem margarina, por que não é do meu feitio sair correndo debaixo desse sol para comprar ingredientes que resolveram acabar antes da hora.

Apesar de tudo isso, eu gostei. Cresceu bem, ficou fofinho e de sabor ainda não é o melhor bolo de chocolate que eu já comi, mas eu chego lá.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Rio, o MAC e o Oscar

O que eu mais gosto de morar no Rio é ter sempre alguma coisa nova para fazer. Mesmo sendo tudo longe de onde eu moro, mesmo sendo cansativo passar horas no carro para chegar no destino, ainda assim eu gosto por que nunca enjoa. Para quem se interessa por arquitetura, então, o RJ é um prato cheio! Uma visita ao Centro e tem todas aquelas edificações antigas, arquitetura colonial, moderna, contemporânea... tem de tudo. Sem falar nas paisagens, que são as coisas mais lindas.




Tem gente que quando visita ou se muda para uma cidade nova aproveita para conhecer a noite do lugar, ir a bares, boates... outros preferem sair para fazer compras e tem quem goste das praias, mas eu, o que eu gosto mesmo é de ver arquitetura. Minha irmã esteve aqui semana passada e eu aproveitei para levá-la em todos os lugares que eu já conhecia e mais um que eu ainda não tinha ido, mas que me encantou.




O Museu de Arte Contemporânea - ou MAC ou prédio-que-parece-um-disco-voador projetado pelo Oscar Niemeyer fica em Niterói, mas é de lá que eu tenho quase certeza que se tem a vista mais bonita do Rio de Janeiro. Preciso confessar que, diferente da maioria dos meus colegas de profissão e do Chico Buarque, eu não dou essa bola toda pro Oscar. Santiago Calatrava roubou meu coração lá no primeiro período e, desde então, Niemeyer é só um tiozinho que tem a melhor equipe de tradutores de hieroglifos do mundo. Só isso para justificar aqueles rabiscos enigmáticos dele virarem esses monumentos incríveis que a gente vê espalhados por aí.




Mas. Porém. Contudo. Entretanto. O tiozão sabe o que faz. Como uma coisa que levou mais de 3 milhões de m3 de concreto pode parecer tão leve? Não tem como não se encantar com o MAC. Já do lado de fora a Baía de Guanabara emoldurada pela edificação elevada e o espelho d'água fazem você babar. Aí você entra e o lugar é tipo mágico. Enquanto passeia em meio às obras de arte, de repente, você já viu aquela menina sentada ali! Você não sente que está andando em círculos. É tudo muito amplo, limpo, tranquilo.... aqueles janelões em fita implorando para você ficar ali o dia inteiro, contemplando a paisagem e esquecendo o calor senegalês lá de fora e os muitos km para voltar para casa.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Restart

OK, eu comecei o blog, dei uma ideia de como ele funcionaria e aí... sumi. Natal, comecinho de ano e tal... é muita coisa para planejar e para realizar - ou pelo menos começar a realizar -, fui deixando o blog para depois, depois, depois... até que quase perdeu a graça, mas aí que agora eu estou de volta para fazer esse negócio funcionar direito, só que dessa vez, vai ser diferente: vai ter dia certinho para falar de determinados assuntos.

Como diferentemente dos outros blogs que eu já tive, esse trata de uma grande mudança na minha vida, decidi que ficaria mais organizado separar os assuntos por dia, numa vibe caderno de jornal impresso, assim quando eu for rycah e famo$a e tiver milhões de leitores, eles vão poder escolher o dia de visitar o blog de acordo com sua preferência. Quinem a gente faz com o caderno de fofocas política do jornal, sabe? Então vai ficar assim:

Segunda vai ser o dia da vida no Rio Djánero, impressões minhas sobre a so called Cidade Maravilhosa e o que tem de bom e ruim na cidade, só que do meu ponto de vista, claro, então não esperem recomendações de baile funk aqui.

Terça vai ter arquitetura, design, decoração e tudo que estiver minimamente relacionado com a arte de projetar espaços. Provavelmente serão os posts mais coloridos e divertidos de fazer!

Quarta será o dia das aventuras culinárias, com receitas testadas e aprovadas (eu espero) por mim, pelo marido e por quem mais desejar se arriscar.

Nas quintas eu me fingirei de culta e falarei sobre cinema, livros e música. Quem sabe assim eu começo a ler mais...

E, finalmente, na sexta, eu discorrerei sobre o sagrado matrimônio. As alegrias e dificuldades de decorar uma casa a dois, dividir as tarefas domésticas, disputar o controle remoto, entre outras coisinhas mais, serão todas expostas aqui, do alto dos meus cinco meses de experiência!


Vamos ver se funciona?


P.S.: A nova programação começa amanhã, mas para não ficar desfalcada vou juntar num post só os temas de segunda e de terça.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A saga da ceia de Natal II

Continuando...


Na sexta, eu dei continuidade à odisséia, agora com a ajuda do meu querido Juscelino, que passou praticamente o dia inteiro lavando os pratos que eu sujava numa velocidade maior do que ele era capaz de lavar. Tadinho, e ainda teve que fazer isso comigo do lado dando pitacos sobre como ele deveria lavá-los. Enfim.

Depois de desfiar o frango, eu tratei os demais ingredientes e preparei o salpicão. Muito fácil, era a única coisa que eu já havia VISTO alguém fazer antes. Tirei de letra. Coloquei o peru no forno, dessa vez sem margarina que a embalagem não pedia tratamento especial nenhum, mas como minha tia havia dito para passar maionese, segui mais ou menos o conselho e achei por bem misturar a dita cuja com o iogurte que havia sobrado do salpicão. Big mistake. Big. Huge! Ao contrário da margarina no frango, que derreteu, a mistura formou uma crosta e não deixou o peru ficar douradinho. Depois eu li na embalagem que, na verdade, era sim para passar margarina - depois do peru ter ficado por uma hora no forno. Oops. Não ficou ruim, mas poderia ter ficado pior. Eu poderia ter feito um molho de maracujá muito azedo e com uma consistência estranha.

Ah é, eu fiz.

Bom, depois disso, foi só fazer uma farofinha com miúdos, cerejas e passas e pronto, a ceia estava pronta. Dez horas depois de termos começado.



Deu trabalho, viu? E como deu.

***

Ano passado minha mãe e tias resolveram que a ceia não seria mais preparadas por elas, que cansaram de passar o Natal na cozinha, e encomendaram a um restaurante. Eu achei o cúmulo do absurdo! Como assim? Eu passei vinte anos comendo daquela ceia, elas não podiam simplesmente mandar para um estranho qualquer fazer! Reclamei tanto que, para me fazer parar minha mãe me enganou e disse que pelo menos o bacalhau seria feito em casa. Mas aí eu a peguei no flagra dizendo à minha irmã que ele também seria feito no restaurante e continuei reclamando. Isso foi ano passado. Nunca mais eu reclamo.

***


Cansaço à parte, ao final valeu muito a pena. Passamos o dia "trabalhando", mas também conversando, rindo, ouvindo Metallica (Simone não tem vez nesta casa)... e, enquanto ceiávamos, relembramos os natais passados. Foi um jeito de trazer a nossa família para perto no nosso primeiro Natal.

Feliz Natal!

A saga da ceia de Natal I


Prometo que esse blog não vai ser só sobre comida, mas como eu fiquei de falar sobre a ceia do Natal, segue o ocorrido.

Começou com marido chegando do trabalho com o brinde natalino da empresa (peru e cia) e pedindo para eu preparar pro Natal. Ele ainda disse que iria me ajudar, mas como até então minha experiência em culinária natalina se resumia a desfiar frango já assado (por outra pessoa, of course), descascar batatas e cenouras e surrupiar discretamente lascas de peito de peru defumado, a minha primeira reação frente ao kit de Natal da Sadia foi crer piamente que este seria o maior fiasco da história dos fiascos das ceias de Natal e que ele seria para sempre lembrado nas futuras reuniões familiares.

Mas missão dada, parceiro, é missão cumprida. E lá fui eu para a cozinha.

Já na quinta-feira, eu dei início ao espetáculo à preparação. Assei o frango e fiz a sobremesa. O frango eu usei desfiado no salpicão, que até então seria feito com franguinho comprado pronto no supermercado, mas se já tinha um inteiro em casa, por que não, né? Porque dá trabalho! A embalagem dizia que ele já vinha temperado, pronto para ir para o forno tão logo você o descongelasse e o besuntasse em margarina. Primeiro problema: ele não queria ser descongelado. Foram quatro sessões da função *descongelar* do microondas e, asas e demais extremidades começando a escurecer depois, ele finalmente resolveu ceder e me permitiu retirar o saquinho de miúdos de suas entranhas.

Depois disso ficou fácil, afinal tem coisa mais simples que passar margarina num ser outrora vivo, todo branquelo, sem cabeça e com ossos aparecendo onde antes tinha pés? Pensamentos vegetarianos me vieram à mente, mas é como diz o ditado: Se já tá na *m... , nada. Continuei e coloquei no forno. Por quatro horas. Sabe assim, QUATRO horas? Dica para quem trabalha e almoça em casa: almoce frango todo dia. Você coloca no forno quando sair e estará pronto na hora que voltar, sem perda de tempo na cozinha. Pelo menos ficou bom. Bem douradinho, suculento, uma belezura... e só agora me ocorreu que eu poderia tê-lo fatiado e preparado na frigideira, sem margarina e em uns 30 minutos, no máximo...

Bom, o pavê. Eu já havia decidido pelo pavê de chocolate, que Juscelino tinha requisitado, mas aí fui dar uma olhada no site da Sadia, buscando molhos para aves, achei essa receita de pavê de nozes e pensei que seria uma ótima oportunidade de usar as nozes compradas na semana anterior. Eu só não lembrei que teria que descascar noz por noz com um espremedor de limão (não, eu não tenho quebra-nozes) e sujar a batedeira, o liquidificador e uma panela. É muita sujeira para um pavê só. Valeu a pena, porque marido disse que foi o melhor pavê que ele já comeu e se ele diz, eu acredito.

(continua no próximo post...)

*Ai, gente, é claro que o "m" é de margarina. O que vocês pensaram?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Caldo verde

O caldo é o da direita.


Depois que eu fiz os biscoitos, fiquei pensando num prato que pudesse ser acompanhado por eles. Pesquisando no Rainhas do Lar, eu achei a receita desse caldo verde e lembrei que marido uma vez falou que era a sopa/caldo que ele mais gostava. Resolvi arriscar.

Ingredientes:

- 1 batata grande

- Caldo de carne

- 2 tirinhas de bacon

- 2 linguiças toscana da fininha

- Couve manteiga picotado

- Meia cebola picada

- 2 dentes de alho amassados

- 1 pitada de louro em pó

- Azeite

- Sal a gosto

Modo de preparo:

Primeiro, coloque a batata descascada para cozinhar na água com o caldo de carne. A quantidade de água foi no olho mesmo. Depois de cozidas, retire da água e passe por um espremedor de batatas, reserve o caldo que ficou na panela. Em outra panela, refogue a linguiça e o bacon até começarem a pegar no fundo, acrescente a cebola e o alho e quando estiverem bem dourados, despeje a água que usou pra ferver as batatas. Mexa bem e por fim junte o purê, o sal e o louro. Deixe ferver, acrescente o couve e um fio de azeite, mexa e desligue o fogo. Fim!

Resultado:

A receita da Faby fala pra usar paio, caldo de carne caseiro, folha de louro e acrescentar pimenta calabresa. Não gosto de paio, nunca fiz caldo de carne caseiro, não tinha folha de louro e esqueci da pimenta. Ainda assim, ficou muito bom, o único porém foi a aparência: não ficou verde! Na próxima vez vou tentar passar a água, a batata e o couve no liquidificador antes de juntar os outros ingredientes. Talvez assim fique verde e mais bonitinho.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cookies de parmesão, pimenta do reino e manjericão

Os biscoitos são os da esquerda ;-)



Receita super fácil que eu peguei aqui.

Marido tinha uma festinha de confraternização na empresa e me pediu pra procurar lugares que pegassem encomendas de salgadinhos. Um link leva a outro e eu acabei achando essa receita que, de tão facinha que parecia, resolvi testar na mesma hora. Solta o VT!


Ingredientes:

- 1/2 xícara de manteiga com sal em temperatura ambiente
- 1/4 de xícara cheia de parmesão ralado (usei o de saquinho mesmo)
- 1 colher de chá de pimenta do reino
- 1 colher de chá de manjericão desidratado
- 1 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo


Modo de preparo:

É só bater a manteiga e demais ingredientes na batedeira na velocidade média (créu, créu, créu, créu) e depois de formada uma pasta ir adicionando a farinha de trigo aos poucos, agora na velocidade máxima (créucréucréucréucréucréu). A Patrícia, do Tchnicolor Kitchen, vulgo lugar de onde eu roubei a receita, dá a dica: "você saberá o ponto certo quando 'beliscar' a massa e ela se juntar; caso ainda esteja esfarelando, adicione 1 colher (sopa) de água gelada - não precisei."

Bom, eu precisei. E ainda assim achei que ficou molinha demais e ainda esfarelenta, mas fiquei com medo de ficar pra sempre naquele mais água, ficou mole, mais farinha, esfarelou, mais água, ficou mole, etc, e continuei do jeito que estava mesmo. Depois da massa pronta, fiz uma bolinha e depois uma tirinha de um palmo e meio, mais ou menos, embrulhei no papel alumínio e levei no congelador por meia hora. Passada a meia hora, tirei do congelador, fatiei e levei ao forno por mais meia hora, a 220 graus. A receita diz pra usar assadeira forrada com papel manteiga e deixar de 15 a 25 minutos no forno a 175 graus. Como eu não tinha papel manteiga, usei assadeira antiaderente untada e deu certo, não grudou nadinha. E o forno coloquei numa temperatura mais alta porque a baixa daqui é baixa mesmo, faz nem cosquinha.


Resultado:

Apesar de ter achado a massa crua muito mole, depois de assado ficou numa consistência boa, nem duro nem esfarelento demais. Crocante, gostinho bom de queijo e levemente apimentado. Muito bom pra beliscar! Ah! Rendeu pouquinho, só umas 20 unidades.